segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Beneficios do trabalho terapêutico com mandalas


A confecção de mandalas, após um bom relaxamento, permite o encontro do indivíduo com conteúdos inconscientes que possibilitarão o autoconhecimento e ampliação de consciência. Por si só o confeccionar mandalas, proporciona momentos de reflexão, criatividade, concentração e contenção. Experimente essa vivência: Em folhas de sulfites branca ou papel do tamanho da sulfite na cor preta, faça um círculo no centro da folha na maior dimensão possível, pode se usar o compasso ou um prato para delinear, deixe próximo giz de cera, canetinha, lápis de cor, tinta guache ou qualquer outra material artístico que tenha disponível. Ouça uma música calma e relaxante, deitado ou sentado confortavelmente procrure, descontrair, relaxar, após sentir que está relaxado, abra os olhos devagar e escolha o material que desejar e comece a fazer sua mandala. Você ficará surpreso com as dicas que seu inconsciente lhe enviará sobre conflitos pessoais, personalidade, desejos etc. Apesar de muita gente relacionar as mandalas ao místico, cada vez mais se tem provas cientificas de que trabalhar com mandalas permite uma ampliação da consciência e o autoconhecimento. Faça provas e compartilhe se desejar. Se tiver um arteterapeuta com conhecimento em mandalas será muito rico compartilhar com ele(a), porém mesmo sozinho você poderá ter experiências bem singulares. Bom trabalho!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bom seria se antes de qualquer tarefa delicada ou grande simplesmente pudéssemos relaxar...


Nossa vida diária é muitas vezes carregada de momentos onde precisamos de calma e equilíbrio para tomadas de decisões, enfrentar diálogos tensos e experiências desgastantes. Nossa atitude diante dessas vivências poderiam ser bem diferentes se simplesmente estivéssemos relaxados. Relaxar pode parcer tarefa difícil, contudo podemos nos surpreender com sua simplicidade e benefícios. Diante de momentos que exigem essa calma... esse equilíbrio, o ideal seria:
1- Encontrar um local onde se possa dar atenção a respiração, e aos poucos ir aquietando esta respiração até sentir que está lenta e calma;
2- Inspirar profundamente (de maneira prazerosa) somente pelas narinas e soltar esse ar vagarosamente somente pela boca, repetir o exercício 3 vezes e se tiver oportunidade realizar 3 grupos de 3, (esse exercício apesar de tão simples é excelente antes de provas, entrevistas, insônia e momentos onde o indivíduo esteja sobre alguma pressão);
3- Imaginar-se depois do momento seguinte ao relaxamento calmo(a)tranquilo(a)e pronto(a) para a situação que enfrentará;
3- Encerrar o relaxamento sentindo-se em paz, seguro(a) e confiante.
Basta poucos minutos para realizar esse exercício e fará grande diferença na qualidade de vida diária.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Recursos arteterapeúticos


T É C N I C A S ARTE T E R A P Ê U T I C A S


TÉCNICAS EXPRESSIVAS PLÁSTICAS


Bonecos (marionetes) e encenação. O ancestral da marionete é o jogo mascarado do feiticeiro.As atividades não são exclusivamente plásticas. A representação teatral ocupa um papel muito importante. (É) uma maneira de cerrar um processo de elaboração simbólica.(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)
Bordado. Representar símbolos com agulhas e fios permite literalmente "pegar o fio da meada" e dar presença e continuidade a uma ideia ou sentimento. Fazer o nó e passar o fio ponto por ponto firma internamente o propósito. O bordado tem também a vantagem de poder ser feito e desfeito, auxiliando nos processos de permissão de desconstrução e correção de rota.
Caixa de areia. Há a associação de um espaço delimitado (caixa), onde está contida a matéria (areia) e objetos, favorecendo o nascimento da representação de conteúdos profundos. (BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)
Colagem (de papéis diversos rasgados / cortados, tecidos e materiais orgânicos e outros)A colagem é uma atividade multiplicadora. Quando se trabalha com figuras previamente recortadas entra-se em contato com uma infinidade de símbolos muitas vezes sem consciência do seu significado. Colar é ligar uma coisa com a outra. Estabelece um vínculo.(BAPTISTA, Ana Luisa, in: Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)Se (os arte terapeutas) supervalorizam esse modo de expressão (...) com colagens surrealistas (cuja razão de ser é, deliberadamente, criar um efeito de surpresa provocadora) eles arriscam-se generalizar no ateliê. A posição (do arteterapêuta) situa-se, antes de tudo, em um registro de cuidados, ainda que a busca estética e criativa esteja, aqui, em permanência associada. Nessa técnica, a distância é mais difícil de ser estabelecida (...) e mais necessária que em qualquer outra técnica (pelo fato dos elementos “pré-fabricados” reutilizados em outros contextos).(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)
Costura com retalhos (Patchwork)Usado em arteterapia, nos revela verdades profundas sobre mudanças, que vão sendo costuradas para se obter o que se deseja na vida, em direção ao nosso crescimento. Em outras palavras, ajuda a estabelecer metas, a comprometer-se, a planejar e ter responsabilidade. Todos esses componentes (ajudam) a recompor todas as nossas partes formando um todo e tornando-nos inteiros.(SILVEIRA, Martha Magalhães da. Conversas em arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)
Desenho (com lápis, canetas hidrográficas, pincel atômico, giz de cera, pastel oleoso ou seco, carvão, tinta nanquim)Na maior parte do tempo os terapeutas interpretam o conteúdo imediato do desenho, a história que ele conta. Mas o que interessa ao arte terapeuta é o movimento que permite – o que impede – o sujeito de colocar em forma este conteúdo. As atividades propostas na arte terapia (...) tentam diminuir o rigor do desenho de base, colocar em desafio a sua lógica. (PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)É preciso olhar o mundo com um novo olhar e permitir tornar-se visível.(CRISTO, Edna Chagas; SILVA, Graça Maria Dias da. Criatividade em artetarapia: pintando e desenhando. Rio de Janeiro: SENAI, 2002.)
Desenho em quadrinhos. Conduz-nos ao domínio dramático das relações têmporo-causais. De um quadro a outro, alguma coisa se conserva (cenário, personagens) e alguma coisa se transforma. O sujeito tem a possibilidade inconsciente de escolher o que é possível dizer e o que é possível representar no vir-a-ser.(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)
Escultura em arame. A estrutura em arame – material frio e resistente, que pode ser amassado, dobrado e cortado – traz o trabalho com ângulos e o reconhecimento dos limites. O arame se flexibiliza, mas com bastante dificuldade.(BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)
Escultura em madeira e pedra. O trabalho com o entalhe e a escultura em madeira e pedra impõe a obediência a partir da resistência do material, uma vez que não se pode voltar atrás no que foi retirado. Ao tirar trabalha-se o desapego. Faz-se necessário respeitar o que é determinante na matéria para utilizá-la.(BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)
Fotografia. (tradicional, alternativa e artesanal)Fotografias mostram o cenário no qual as atividades diárias, os atores sociais e o contexto sócio-cultural são articulados e vividos. As “narrativas visuais” (através de fotografias), devem portanto constituir-se como forma de diálogo entre o terapeuta e os sujeitos envolvidos no processo.(ARAÚJO, Doralice. A fotografia na arte terapia. Imagens da Transformação No. 10.)A fotografia traz a síntese do momento vivido. (BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)
Linoleogravura. Ela se aproxima à gravura sobre madeira, da qual se distingue somente pelo material, que induz um trabalho mais grosseiro. Esse trabalho deve ser executado com muito rigor. É uma das únicas técnicas onde o arteterapeuta não pode aceitar um projeto “aleatório”. A prova imprimida surpreende o sujeito, principalmente, pela inversão da imagem. Atividade cansativa que se desenvolve em um ritmo lento. (PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)
Mandala. Conduz para a ordenação do caos interior. (GOLINELI, Rinalda; SANTOS, Wanderley Alves dos. Arteterapia na educação especial. Goiânia, 2002.)Nos ajuda a recorrer a reservatórios inconscientes de força que possibilitem uma reorientação para o mundo exterior.(SOARES, Dulce Helena Pena et al. O uso de mandalas na orientação profissional. In Questões de arteterapia. Passo Fundo: UPF, 2004.)Ficou óbvio para mim que a mandala é o centro (...) É o caminho para o centro, para a individuação.(JUNG, Carl Gustav. Memórias, sonhos e reflexões. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.)
Máscaras (em gesso, em papelão, em papel machê)O sujeito que retranscreve na fabricação de sua máscara seus problemas de esquema corporal, beneficia-se, (...) não naquilo que a máscara transforma seu esquema, mas naquilo que ela transforma a imagem que os outros terão dele, quando estiver mascarado. A máscara constitui um lugar de síntese de dois mecanismos que estão na base do psiquismo: a projeção e a identificação. Ser como um outro e conservar-se em si mesmo. A máscara não oculta nada, salvo o que é muito conhecido.A fabricação da máscara inclui todos os aspectos da criatividade: a capacidade de organização perceptivo-motora, a integridade da imagem corporal, a compreensão (...) da lógica do espaço, a representação simbólica da (...) história da cultura e da história pessoal. (PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)Através das contribuições das máscaras ao processo arteterapêutico, os símbolos inconscientes transitam pela consciência.(SOUZA, Leila. A confecção de máscaras em arteterapia aplicada a crianças hospitalizadas. Imagens da Transformação No. 9.)
Modelagem em argila. A argila é um suporte a nossos afetos.(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)As imagens criadas comunicam uma dimensão nova da pessoa. Quanto maior for sendo o contato com a argila, maior serão as possibilidades de percepção, melhor será o auto-conhecimento e, conseqüentemente, sua relação com o mundo, propiciando que a pessoa viva de forma mais criativa e integrada.(CARRANO, Eveline. A argila como instrumento terapêutico e expressão do imaginário. Imagens da Transformação No. 9.) A argila, outro símbolo da Grande Mãe, dá forma a conteúdos inconscientes. Mobiliza a parte sensitiva do sujeito de forma a possibilitar o contato com outras sensações diferentes do visual. Permite a construção tridimensional e possibilita a regressão, principalmente quando trabalhada de olhos fechados. Já quando se utiliza argila molhada, enlameada, escorregadia, possibilita-se a vivência da sensualidade do contato.(BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)
Modelagem em papel machê, massinha, massa plástica (farinha de trigo e sal)A possibilidade de fazer emergir algo que está plasmado de modo bidimensional traz a criação para um estado de concretização visual distinta e necessária para a compreensão de significados.(URRUTIGARAY, Maria Cristina. Arteterapia: a transformação pessoal pelas imagens. Rio de Janeiro: Wak, 2003.)
Monotipia. A prova imprimida surpreende o sujeito, principalmente, pela inversão da imagem, mas também por efeitos imprevistos de sobreposições de cores que, seguidamente, tomam conta do desenho. Pode ser praticada com interesse (...) com aqueles que são capazes de uma recuperação do acaso para ir em direção a uma apropriação.(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)
Mosaico (de papeis coloridos e materiais diversos)Essa técnica deve ser proposta não com o objetivo de fragmentar uma imagem, mas de buscar as vibrações coloridas.(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)
Pintura (com guache, aquarela, ecoline, pigmento líquido, cola com pigmento líquido, pigmentos naturais, nanquim)A forma está ligada ao movimento enquanto a cor é somente sensação. A forma apela à abstração, ao reconhecimento do objeto, enquanto a cor provoca a sensibilidade e a intuição. A forma evoca o gesto, a cor traduz a emoção.(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)A pintura, como técnica utilizada em arteterapia, permite exercitar novas maneiras de olhar a nos mesmos e a tudo o que nos rodeia. É um dos caminhos mais interessantes para organizar e transformar sentimentos.(CRISTO, Edna Chagas; SILVA, Graça Maria Dias da. Criatividade em artetarapia: pintando e desenhando. Rio de Janeiro: SENAI, 2002.)A pintura espontânea oferece-nos a possibilidade de harmonizarmo-nos com uma ordem maior. Criamos uma certa fluidez entre o micro e o macro-cosmos. O essencial é que a pessoa sinta uma emoção forte e pinte isso, (...) deixando a emoção pura passar para a tela.(BELLO, Susan. Pintura espontânea. Imagens da Transformação No. 2)
Relevo em metal. A característica metafórica da atividade coloca em jogo conceitos opostos tais como: empurrar / fazer avançar, mostrar / esconder, côncavo / convexo, cheio / vazio, dentro / fora. Se ela pode ajudar o sujeito a integrar essas noções em sua vida cotidiana, também, pode, devido à reversibilidade da obra, criar uma confusão nos sujeitos frágeis.(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)
Tear simples. Armá-lo traz a preparação para criar o instrumento que permitirá construir a própria história. Quando pronto, o tear oferece uma forma preestabelecida (moldura) que será preenchida de forma escolhida pelo sujeito. É, então, preciso separar os fios para integrá-los de uma nova maneira. Tecendo criam-se ligações nas linhas que se entrelaçam e vínculos nos nós.(BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)
Vitrais de papel. Trata-se (...) de deixar passar a luminosidade de maneira a construir, entre o lugar interior e o exterior, um limite e um diálogo. Trata-se de fazer penetrar a luminosidade através de um espaço estruturado, composto, que tem suas próprias leis.(PAÏN, Sara; JARREAU, Gladys. Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.)


OUTRAS TÉCNICAS EXPRESSIVAS


Dança espontânea e expressão corporal. Nossa psique está registrada no corpo. Ao trabalhar o corpo nos conectamos diretamente com essa memória, trazendo lembranças de sensações e, às vezes, de conteúdos esquecidos. A expressão corporal tem como proposta favorecer experiências diversas que levem à consciência e ao conhecimento corporal, buscando a organização e a reorganização do movimento através da criatividade, tanto de forma individual como coletiva.(BAPTISTA, Ana Luisa. A expressão corporal na prática da arte terapia. Imagens da Transformação No. 10.)
Danças circulares. Resgatam a inspiração do homem primitivo em sentir a energia criadora da vida dentro de si, deixar brotar o movimento, ritmo, som, música, dança, e faze-lo em círculo, em interação com os outros membros da tribo, do grupo.(GOBERSTEIN, Mônica. Danças circulares: na roda, trocando barreiras por encontros. Arte-terapia: reflexões. Ano 4, no. 3.)
Escrita criativa. As palavras nomeiam sentimentos, emoções e pensamentos que acabam gerando outras palavras e novas imagens.(GUTTMAN, Mônica. A criação literária na arte-terapia. Arte-terapia: reflexões. Ano 3, no. 2.)
Música. Na ótica da arteterapia possui quatro funções: melhorar a atenção, vinculada ao treinamento do desenvolvimento motor e/ou cognitivo; estimular habilidades sóciocommunicativas; favorecer a expressão emocional; estimular a reflexão sobre a situação de vida da pessoa.(SBERSE, Ivânia Maria Nunes de Lima. A indisciplina e a importância da arteterapia: atividades musicais. In Questões de arteterapia. Passo Fundo: UPF, 2004.)O contato com sua musicalidade individualizada e inata, refletindo sua sensibilidade universal à música, leva, sem a necessidade de nada verbalizar, à elaboração de conteúdos internos de difícil exteriorização.(TORRES, Maria Cecília Araújo; GALLICCHIO, Maria Helena. Articulações entre educação musical e musicoterapia: recortes de pesquisas. In Questões de arteterapia. Passo Fundo: UPF, 2004.)
Teatro. O jogo dramático oferece meios para a libertação e a possibilidade de exercitar novos papéis. Favorece a afirmação da própria personalidade com menos sofrimento que outras modalidades expressivas. Atende ao desejo de participação em geral, de criar uma grande quantidade de símbolos e também de atingir a plenitude da criatividade.(VALADARES, Ana Cláudia. Teatro como recurso arteterapêutico para adolescentes portadores de deficiência mental. Imagens da Transformação No. 3)

RECURSOS TERAPÊUTICOS


Amplificação. A Amplificação da imagem, seja por meio do trabalho plástico, corporal, cênico ou literário, facilita a percepção de novos pontos de vista.Também as técnicas de associação, tanto verbal como plasticamente têm esse objetivo. (BAPTISTA, Ana Luisa. Círculo psico-orgânico e ciclos arquetípicos na arte terapia. Imagens da Transformação No. 9.)
Contos. As histórias são bálsamos medicinais. Não exigem que se faça nada, que se aja de nenhum modo – basta que prestemos atenção. A cura para qualquer dano ou para resgatar algum impulso príquico perdido está nas histórias.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O processo arteterapêutico na integração de equipes




Vale à pena ressaltar que no processo arteterapeutico em equipes para uma avaliação mais confiável é necessário uma observação mais contínua e considerar não apenas o fazer artístico do momento, mas o percurso ao longo do processo, uma que, uma atividade, um desenho, uma mandala, uma peça de argila traz uma atividade psíquica expressa no instante em que foi realizada, é vezes apenas uma ponta do iceberg, a continuidade traz informações, montando peça a peça do quebra cabeça da psique humana. Esse processo na equipe acontece a cada atitude, a cada escolha do recurso artistico e material, a cada olhar, a cada passo, a cada fazer artístico. Os frutos colhidos são inestimáveis, saberes de fontes inesgotáveis, proporcionando o contato íntimo e profundo com o material mais sublime do Universo: Os conteúdos internos - trazendo à tona uma imensidão de sentimentos, sensações, idéias inovadoras e poder, poder de encontrar-se, poder de aprofundar-se, poder de criar, recriar, fazer e refazer, modelar e remodelar, poder de aceitar a si, de aceitar o outro, poder de juntar as partes num todo, poder de unificar o ser humano nele mesmo, o individuo numa equipe, uma equipe no Universo. A arteteterapia na integração de equipes mostra-se um instrumento ativo, capaz de proporcionar momentos de auto-análises, levando o indivíduo a uma verdadeira viagem interior, entrando em contato com conteúdos especiais, inerentes a mitologia de cada um, capacitando um manuseio todo especial com esse material particular, primitivo e não-verbal, favorecendo as mudanças, as descobertas, as transformações, as adaptações, o autoconhecimento, produzindo significados e resignificando permitindo uma verdadeira elaboração desses significados. Mais do que modelar argila, desenhar e ornamentar mandalas, manusear materiais e recursos artísticos, explorar e brincar com os movimentos corporais, os sentimentos, sensações e conteúdos internos foram moldados, pintados, repintados, colocando em evidência o verdadeiro processo de crescimento e amadurecimento mental e emocional. O processo arteterapêutico em equipe (na equipe) evidencia seus frutos à medida que o indivíduo vai se conhecendo, se aceitando e aprendendo a lidar com seus conteúdos interno permitindo um olhar para o outro, modificando e aperfeiçoando seus relacionamentos, seja em sua equipe profissional, em sua família ou com o outro em geral. A integração e a saúde da equipe acontecece simultaneamente, ao passo que cada integrante experimenta mudanças, novidades e trabalha seu mundo interno, a equipe também vivencia mudanças positivas e significativas. Ao que no início apresenta-se apenas um grupo, que se reune muitas vezes, durante anos, quase todos os dias num ambiente de atritos constantes, falta de compreensão, acomodados na mesmice, na falta de motivação, embriagados de críticas e estresse; transforma-se em uma equipe. Uma equipe animada, não prefeita, mas conhecedora de suas fraquezas e munida de ferramentas, uma equipe fortalecida em meio às diversidades e adversidades, conscientes de suas limitações, assim como de seus pontos fortes. Uma equipe que aprende a valorizar sua mitologia pessoal, assim como a do outro, aprende a ouvir e ser ouvida, respeitar o espaço e o limite do outro e preencher as lacunas do dia a dia, com solidariedade e afeto - uma equipe integrada.o fazer arteterapêutico permite esse encontro, esse crescimento.( texto extraído do trabalho científico "O processo arteterapeutico na integração de equipes", autora Elisabete Tavares Affonso)

Benefícios da arteterapia


A Arteterapia tem como principal objetivo atuar como um catalisador, favorecendo o processo terapêutico, de forma que o indivíduo entre em contato com conteúdos internos e muitas vezes inconscientes, normalmente barrados por algum motivo, assim expressando sentimentos e atitudes até então desconhecidos.A Arteterapia resgata o potencial criativo do homem, buscando o psique saudável e estimulando a autonomia e transformação interna para reestruturação do ser. Propõe-se então, a estruturação da ordenação lógica e temporal da linguagem verbal, de indivíduos que preferem ou de outros que só conseguem expressões simbólicas. A busca da terapia da arte é uma maneira simples e criativa para resolução de conflitos internos, é a possibilidade da catarse emocional de forma direta e não intencional.

A arteterapia e os recursos artísticos

A Arteterapia baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na actividade artística é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas. Por meio do criar em arte e do reflectir sobre os processos e os trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar a auto-estima, lidar melhor com sintomas, stress e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos, emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico. As linguagens plásticas, poéticas e musicais, dentre outras, podem ser mais adequadas à expressão e elaboração do que é apenas vislumbrado, ou seja, esta complexidade implica na apreensão simultânea de vários aspectos da realidade. Esta é a qualidade do que ocorre na intimidade psíquica; um mundo de constantes percepções e sensações, pensamentos, fantasias, sonhos e visões, sem a ordenação moral da comunicação verbal do cotidiano.Uma obra de arte consegue, por si só, transmitir sentimentos como alegria, desespero, angústia e felicidade, de maneira única e pessoal, relacionadas ao estado espiritual em que se encontra o autor no momento da criação. A utilização de recursos artísticos (pincéis, cores, papéis, argila, cola, figuras, desenhos, recortes, etc.) tem como finalidade a mais pura expressão do verdadeiro self, não se preocupando com a estética, e sim com o conteúdo pessoal implícito em cada criação e explícito como resultado final. Contudo, as técnicas de utilização dos materiais, acima citados, são para simples manuseio dos mesmos, e não para profissionalização ou comercialização.

Arteterapia e jung


Para Jung, a arte tem finalidade criativa, e a energia psíquica, consegue transformar-se em imagens e através dos símbolos, colocar seus conteúdos mais internos e profundos. De acordo com o pensamento junguiano, deve-se observar os sonhos, pois são criações inconscientes que o consciente muitas vezes consegue captar, e junto ao terapeuta pode-se buscar sua significação.No volume XI de Obras Completas de Freud, ele relata que freqüentemente experimentamos os sonhos em imagens visuais, sentimentos e pensamentos, sendo mais comum na primeira forma. E parte da dificuldade de se estimar e explicar sonhos deve-se à dificuldade de traduzir essas imagens em palavras. Muitas vezes, quando as pessoas sonham, dizem que poderiam mais facilmente desenhá-los que escrevê-los. De acordo com escritos freudianos, as imagens escapam com mais facilidade do superego do que as palavras, alojando-se no inconsciente e por este motivo o indivíduo se expressa melhor de forma não verbal. A necessidade da comunicação simbólica origina-se deste pressuposto, como forma de auto-conhecimento no tratamento terapêutico.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Relaxar é mais simples do que você pensa...

RELAXE AGORA!
Muitas pessoas frustram-se na tentativa de "desligar o motor". Em primeiro lugar, é importante lembrar que não se tenta relaxar, apenas permite-se relaxar. O ideal é relaxar duas vezes por dia no meio do dia e antes de dormir.

Escolha um lugar, em casa ou no trabalho, que seja calmo e sem interrupções. Se possível, tire o telefone do gancho, desligue o rádio e a televisão. Na falta de opções, o banheiro pode ser extremamente útil.

Deixe a espaço na penumbra. Embora com os olhos fechados, a luz estimula o cérebro. É importantíssimo que você tenha apoio para todos os músculos do corpo. Use uma cadeira reclinável, a cama ou uma poltrona. Procure apoio para a cabeça e o pescoço e mantenha a temperatura em torno de 20ºC. Depois de alguns minutos, o metabolismo do corpo decresce e a pessoa pode ficar com frio, causando tensão muscular.

Use roupas confortáveis, que não restrinjam os movimentos, principalmente o diafragma.

Concentre a atenção na respiração, deixando que se torne profunda e lenta. Comece a tensionar e relaxar individualmente todos os músculos do corpo. Respire novamente através dos músculos do diafragma e libere qualquer pensamento que esteja ocupando sua mente. Deixe que a respiração dissolva qualquer tensão ou rigidez que encontrar nos músculos da testa aos dedos dos pés, sempre identificando a diferença entre tensão e relaxamento muscular, e respirando fundo.

terça-feira, 9 de junho de 2009

COMO SE ALIMENTA O CORAÇÃO? QUAL A SUA RELAÇÃO COM A MEMÓRIA? E A IMPORTÂNCIA DO SORRISO!!!




Memória e amor interior: como se alimenta o coração?
Somente um coração grande e bem alimentado de recordações é capacitado para o perdão.
Para que o ato de perdoar seja sincero e profundo - nem fingido, nem tampouco superficial ou passageiro - é preciso possuir um coração generoso. Um coração calculista, fraco, reagiria negativamente ante a exigência de perdoar, por exemplo, uma injustiça. Inclusive poderia até considerar isso como um ato “injusto”, pois, para esse tipo de coração, quem quer que tenha atraiçoado alguém ou deixado uma pessoa ferida não “merece” tal atitude advinda do perdão.
Mas como é possível fazer crescer diariamente o coração? De que se alimenta ele? Sabemos que a inteligência cresce mediante o conhecimento, e que a vontade se fortalece graças à repetição de atos bons, praticados com liberdade. O coração cresce quando ama, mas em que consiste exatamente o amor, o ato de amar? Se nos concentrarmos na dimensão interior do ato de amar, poderemos dizer, antes de tudo, que amar é recordar. O amor interior se exercita mediante um ato da memória. De fato, a palavra recordar vem do latim re-cordaris e significa literalmente "fazer presença de novo no coração", ter continuamente presente aquilo que amamos.
Entendemos por memória a faculdade através da qual exercitamos o ato interior de recordar coisas previamente conhecidas. O célebre Agostinho desenvolveu amplamente o tema da memória, em sua obra De Trinitate. Em algumas passagens, ele explica que tudo o que o homem conhece por meio dos sentidos corporais fica impresso na memória ao modo de imagens semelhantes às do exterior. Portanto, o ser humano pode trazer de novo para dentro de si aquelas realidades que no momento estiverem ausentes. A esta presença consciente, Santo Agostinho denomina “mirada interior”, que equivale a uma recordação ou lembrança. É a vontade que se encarrega de levar e trazer essas recordações, uma vez que temos a capacidade de reter ou rechaçar certos pensamentos. Capacidade, diga-se, que não é simplesmente dada, pois não é fácil desfazer-se das lembranças: é necessário exercitar-se com disciplina e constância para que, paulatinamente, esses pensamentos diminuam de intensidade, de forma a não sombrearem o mundo interior da pessoa.
Quando a vontade se acha suficientemente disposta a permanecer unida ao ser amado mediante um pensamento ou recordação constante, então podemos dizer que aí existe amor, isto é, amor em sua dimensão interna. Amor interior ou recordação, que tem como sua morada ou permanência aquilo que costumamos chamar de coração. Ao nos referirmos, aqui, a coração, estamos nomeando uma faculdade por meio da qual somos capazes de nos manter fixados em um pensamento, ao mesmo tempo em que realizamos outras operações do intelecto e da vontade - tanto internas como externas - como o estudo, o trabalho, o diálogo, o lazer etc.
Hoje em dia o ser humano, saturado de más notícias, e continuamente exposto aos sofrimentos que padecem tantas pessoas no mundo, sente dificuldade em recordar coisas boas e agradáveis. Devido a isso, pode ocorrer que experimente um forte desejo de varrer de sua memória as lembranças tristes ou dolorosas. Com muito mais razão, aqueles que já experimentaram em sua própria vida uma grande dor buscam uma explicação que cure seus corações e lhes permita obter um pouco de felicidade e de serenidade em face do sofrimento pelo qual passaram.
Tim Guénard, depois de ter sido abandonado pela mãe, de receber surras do pai, de ser maltratado pela madrasta e pelos funcionários que o vigiavam nos diversos reformatórios em que viveu; depois de ter sido vítima de violação e abuso infantil (roubo, prostituição, brigas de rua etc.), explica em seu livro Más fuerte que el odio (Mais forte que o ódio) que durante anos viveu unicamente pela motivação – recordações, lembranças – de querer matar o pai, até o momento em que se deparou com o amor de pessoas igualmente feridas, mutiladas interiormente, como ele. Diante disso, seu coração “se pôs de joelhos”, conta ele: "Devo a essas pessoas a minha vida, além de uma tremenda lição de amor. Este reencontro inesperado com o Amor conturbou minha existência… Posso testemunhar que o perdão é o ato mais difícil de praticar. E o mais digno do ser humano. Para mim, trata-se de um combate, o mais encantador de todos. O amor é a minha estocada final". Foi o amor que fez seu coração ajoelhar-se e, nessa condição de aparente vulnerabilidade, permitiu-lhe iniciar esse caminho poderoso, de duro combate, que o levou a perdoar seu pai.
Quando amamos, permanecemos no ser amado, contemplando-o. Quer dizer, miramos o ser amado desde nosso interior, por isso ninguém pode nos obrigar a apagar alguma recordação, a não permanecer nela. Este é o ato que dá grandeza ao coração.
Victor Frankl afirma em sua biografia que o que fez com que ele sobrevivesse nos campos de concentração nazistas foi a lembrança de sua esposa. Quando as forças físicas e psíquicas falharam, quando já não tinha mais energia para sobreviver, seu coração demonstrou a força regeneradora do corpo e do espírito. Foi esse ato de recordar sua mulher, esse apegar-se interiormente a ela, a fonte de uma surpreendente fortaleza que lhe permitiu superar as torturas dos soldados e do inverno, sem se entregar à morte: “eu a ouvia ora a me responder, ora a sorrir para mim com aquele seu olhar franco e cordial. Real ou não, o seu olhar me parecia mais luminoso que o sol do amanhecer... Compreendi como o homem, desprovido de tudo neste mundo, ainda assim pode conhecer a felicidade - mesmo que seja momentaneamente - se ele contempla interiormente o ser amado”.
O coração se adéqua ao tamanho e às exigências daquilo ou daquele ser que ama, pondo-se no mesmo nível seu. Se se trata de algo inferior ao homem, o coração se torna pequeno e mesquinho, porque o objeto do seu amor não lhe exige grande esforço de conhecimento e de sacrifício pessoal. Ao contrário, quando o objeto amado é igual ou superior a quem ama, o coração se faz grande e poderoso, como experimentou Victor Frankl em si mesmo.
Costuma-se identificar o coração apequenado com o homem egoísta, que minimizou sua capacidade de contemplar o mundo ao redor, com sua beleza e seus problemas, por ter permanecido encerrado dentro de si, subjugado a um querer que o reduziu em sua capacidade de entrega e de amor. Mais adiante voltaremos sobre este ponto, quando tratarmos das obsessões e apegos.
Se amar é principalmente um ato interior, mirada constante do coração em relação ao ser amado, isto significa que no ato de amar confluem todas as potências humanas. Requer inteligência, para poder imaginar e conhecer o ser amado. Requer ainda a vontade de querer contemplá-lo, o que se traduz por um contínuo sim do amante, desde o mais profundo de sua intimidade, um sim que não pode ser automático nem totalmente inconsciente, porque então deixaria de ser livre. Deste modo, a pessoa inteira se amolda, adapta suas potências e as dirige, conformando-se àquilo que ama. Com razão diz a Escritura: onde está teu tesouro - e podemos dizer, onde estão tuas recordações: ambições, ideais, metas, desejos, pessoas, coisas etc. - aí está teu coração, agarrando-se cada vez mais a esse tesouro.
Vejamos um exemplo das manifestações comportamentais de um coração pequeno. Há tempo, saiu nos jornais que em dois países estupendos e com grandes possibilidades materiais, como os Estados Unidos e a Inglaterra, os proprietários de animais de estimação haviam investido grandes somas de dinheiro na compra de presentes natalinos para os seus animais: jóias feitas de ouro e de pérolas verdadeiras, gastos com hotéis para animais - habitações com ar condicionado e purificadores de ambiente, campos para exercícios com amestradores de animais etc. Tudo isso ocorria na mesma ocasião (de festividades natalinas) em que a UNICEF publicava seu relatório intitulado «O Estado Mundial da Infância 2006: Excluídos e Invisíveis». A Diretora Executiva da UNICEF, Ann Veneman, comentava, em uma coletiva de imprensa, em Londres, que «não pode haver um progresso duradouro se continuarmos a descuidar das crianças mais absolutamente carentes - dos mais pobres e dos mais vulneráveis, do explorado e do abusado». O relatório é vasto em dados precisos sobre a situação das crianças pobres, desprovidas dos bens materiais mais básicos e sem quaisquer oportunidades de educação.
Se bem que as injustiças sociais e a marginalidade tendam a nos fazer reagir e exclamar: “como é possível que estas coisas estejam acontecendo no mundo!”, nem sempre refletimos acerca da relação que isso possa ter com o egoísmo pessoal, com a falta de coração. Pode-se pensar que uma coisa é o amor aos animais de estimação, a um capricho, a um luxo etc., e outra coisa são os problemas do mundo quando, na realidade, ambas as situações têm seu ponto de encontro no coração das pessoas.
Um coração apequenado dificilmente notará os problemas que ocorrem ao seu redor, por ter se tornado insensível. Deste modo se paralisa, paulatinamente, o curso das ações que poderiam contribuir para uma pequena solução - ou não tão pequena - dos problemas em escala mundial. Pensemos, por exemplo, o que teria sucedido se, por ocasião desses festejos natalinos de 2006, esses 150 milhões de dólares que, segundo o artigo, foram gastos em presentes de natal para animais, tivessem sido convertidos em alimentos e presentes para os milhões de crianças pobres que existem no mundo. Nem toda a responsabilidade dos problemas sociais deve ser atribuída aos governos e à ineficácia das finanças públicas.
E não seria apenas esta dimensão material da justiça social a única que se transformaria se as pessoas, ou, prefiro dizer, se nós todos nos exercitássemos neste esforço comum para engrandecer o coração. Melhorariam sobretudo as relações humanas, e se fortaleceria a família, os casamentos, os namoros, os noivados. Descobriríamos também a verdadeira dimensão da caridade cristã, que é essencialmente um ato de amor interior. Poderíamos começar, exercitando-nos no esforço diário para recordar aqueles que sofrem por serem deixados sozinhos, porque necessitam de amor: as crianças, os doentes, os pobres, os idosos...
Com toda certeza perceberíamos como o coração começa a se sensibilizar progressivamente. Adquirir a profundidade daquelas pessoas que sabem acolher e compreender as demais é uma urgência deste novo milênio, pois não queremos que ele volte a padecer com as guerras e o ódio do século passado.
É bom saber que este ato de recordar não implica necessariamente um sentimento: satisfaz-se com um puro e simples ato da memória, um "fazer presente no coração" aquelas realidades, uma e outra vez, para ir adquirindo uma maior sensibilidade interior frente aos problemas e às pessoas.Mercedes Malavé Gonzáles

A IMPORTÂNCIA DO SORRISO



“Os cientistas concluíram que apenas meio minuto de risadas é equivalente a 45 de repouso absoluto”. Uma gargalhada espontânea equivale a 3 minutos de exercício aeróbico, e 10 sorrisos cordiais equivalem a 10 minutos de remo.
Outros benefícios incluem um aumento de três vezes na quantidade ar nos pulmões, melhora a circulação, da digestão, do metabolismo, do funcionamento cerebral e da eliminação de toxinas. Como ajuda para o bom humor sorria para si mesmo, seu cônjuge e seus filhos logo de manhã. Aprenda a rir de si mesmo. Tente ver o lado bom das coisas, mesmo nas situações difíceis.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Arteterapia é um processo terapêutico que se serve do recurso expressivo a fim de conectar os mundos internos e externos do indivíduo, através de sua simbologia. Variados autores definiram a Arte terapia, todos com conceitos semelhantes no que diz respeito à auto-expressão. É a arte livre, unida ao processo terapêutico, que transforma a Arte terapia em uma técnica especial.A Arteterapia distingue-se como método de tratamento psicológico, integrando no contexto psicoterapêutico mediadores artísticos. Tal origina uma relação terapêutica particular, assente na interacção entre o sujeito (criador), o objecto de arte (criação) e o terapeuta. O recurso à imaginação, ao simbolismo e a metáforas enriquece e incrementa o processo.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

CALATONIA


O que é a Calatonia:

A Calatonia é uma técnica de relaxamento profundo que leva à regulação do tônus, promovendo o reequilíbrio físico e psíquico do paciente. Essencialmente falando a Calatonia baseia sua atuação na "sensibilidade táctil", através da aplicação de estímulos suaves, em áreas do corpo onde se verifica especial concentração de receptores nervosos.

Origem do Método:A técnica foi criada por Pethó Sándor, um médico húngaro que radicou-se no Brasil desde 1949 (até seu falecimento em 1992) aqui desenvolvendo trabalhos clínicos, de pesquisa iniciados quando ainda vivia na Europa na época do pós-guerra.
Áreas de aplicação:Desde 1950 a Calatonia vem sendo utilizada no Brasil, por vários profissionais, em especial nas áreas de saúde e educação (Psicólogos, Médicos, Terapeutas Ocupacionais, Fisioterapeutas, Massoterapeutas, Fonoaudiólogos, Educadores, entre outros) em vários contextos, a saber: consultórios, hospitais, pré-escolas, centros de saúde mental, etc.

Descrição do Procedimento Básico:O procedimento básico da Calatonia consiste em uma série de 9 toques que o terapeuta realiza na área dos pés: em cada um dos artelhos, em dois pontos da sola dos pés, calcanhares; tornozelos além de mais um toque no início da barriga das pernas. Pode ser acrescido do décimo toque, conhecido como Calatonia da cabeça, aplicado na nuca (região occipital). Estes toques são feitos em silêncio, de forma simples e suave, durante 2 a 3 minutos em cada um dos pontos citados.

O que são os Toques Sutis:
Os Toques Sutis são as numerosas modalidades de trabalhos corporais desenvolvidos por Pethö Sándor a partir dos mesmos princípios da Calatonia. Da mesma forma como na Calatonia, os Toques Sutis utilizam-se do alto potencial da sensibilidade cutânea, para proporcionar vivências multissensoriais, ou seja: os estímulos utilizados se fazem sentir tanto a nível físico quanto psíquico, atuando sobre a totalidade do organismo de modo reestruturador. Estes toques, ou seqüência de toques, são aplicados em diferentes partes do corpo onde se localizam articulações, determinadas áreas com extensa sensibilidade nervosa e/ou circulatória, áreas com acesso a processos ósseos, etc. Os critérios de escolha de tais "pontos de toque", ou estimulação, variam caso à caso, em função do histórico e evolução do processo psicoterápico.

REFLOXOLOGIA

Reflexologia:


A Reflexologia é uma terapia que se baseia no princípio da existência de reflexos nos pés e mãos relacionados com todos os órgãos, glândulas e membros do corpo. Ao estimular estes reflexos, através de técnicas específicas, o terapeuta de Reflexologia irá ajudar o corpo nos vários processos homeostáticos, fim de estimular o sistema de equilíbrio do organismo.

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